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KPIs da Tesouraria — o que realmente importa medir

KPIs de tesouraria que realmente importam: como escolher métricas de caixa e liquidez que orientam decisões.

KPIs da Tesouraria — o que realmente importa medir

Allan Andrade é especialista em tesouraria na Datanomik, onde apoia empresas a evoluírem sua gestão de caixa com mais controle, eficiência e inteligência financeira. Com experiência consolidada em fluxo de caixa, endividamento e operações financeiras complexas, compartilha aprendizados práticos sobre como transformar a tesouraria em uma alavanca estratégica de valor.

KPIs da Tesouraria: o que realmente importa medir

Tesouraria gera dados. Muito dados. Mas nem todos os dados viram KPIs. KPI só é KPI se você realmente ações baseado nele.

Aqui estão os KPIs que realmente importam para uma tesouraria em crescimento:



1. Saldo de caixa disponível

  • O que medir: Quanto dinheiro léquido você tem em conta corrente?
  • Por quê importa: Isso define sua capacidade de operar. Falta e você bate cheque. Sobra e você ganha com aplicações.
  • Frequência: Diária. Sem negociação.
  • Meta: Defina um saldo mínimo que dê segurança. Exemplo: 15 dias de fluxo de saída.


2. Dias de estoque de caixa (Days Sales Outstanding)

  • O que medir: Em quantos dias o caixa que você tem hoje se esgota, considerando saídasdiárias?
  • Por quê importa: Alerta precoce. Se cai de 30 dias para 15, é hora de ação.
  • Frequência: Semanal ou quinzenal.
  • Meta: Mantenha entre 15 e 30 dias, dependendo do seu ciclo.


3. Taxa média de inadimplência

  • O que medir: Qual é a porcentagem de contas a receber vencidas?
  • Por quê importa: Déficits de caixa muitas vezes vém de inadimplência. Monitorar é antecipar.
  • Frequência: Mensal.
  • Meta: Menos de 5% é sa audiável. Acima disso, tem problema na cobrança.


4. Custo de débito (em % do faturamento)

  • O que medir: Quanto você gasta com cheque especial, desconto de duplicatas, antecipação NF?
  • Por quê importa: Débito é caro. Se está muito alto, seu problema é planejamento de caixa, não taxa.
  • Frequência: Mensal.
  • Meta: Menos de 0,5% do faturamento é ideal. Acima de 2% virou estrutural.


5. Rentabilidade de aplicações de caixa

  • O que medir: Qual é o retorno médio das suas aplicações? (CDB, RDB, Tesouro Direto)
  • Por quê importa: Caixa ocioso não rende. Se você está deixando dinheiro em poupança, está perdendo.
  • Frequência: Mensal.
  • Meta: Não abaixo da Selic. Idealmente 90-95% da Selic.


6. Ciclo de fechamento

  • O que medir: Quantos dias leva do fim do mês até o caixa estar completamente fechado?
  • Por quê importa: Ciclo curto = visão rápida. Ciclo longo = cego por dias.
  • Frequência: Mensal.
  • Meta: Menos de 10 dias é excelente. Acima de 15 é preocupante.


7. Precisão de projeção

  • O que medir: Você projeta o caixa. Depois confere com a realidade. Qual é a taxa de acerto?
  • Por quê importa: Se sua projeção é imprecisa, não é útil. Refine até ficar bom.
  • Frequência: Mensal (revise ao fechar).
  • Meta: Acima de 80% de precisão é muito bom.


Como começar:

  1. Escolha 3 KPIs para começar. Não 7. Três.
  2. Defina a meta para cada um.
  3. Configure um relatório simples que você rode mensalmente.
  4. Compartilhe com seu time e com a liderança.
  5. Quando estiver confortável, adicione os outros.


Conclusão:

KPI que não geça ação é só relatório. Meça o que realmente importa e saia de "apenas gerar dados" para "dirigir decisões".

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