Eleição em dois turnos: no que a tesouraria deve prestar atenção até 25 de outubro
Eleições vão ao 2º turno em 25 de outubro. Veja como o mercado reagiu e quais variáveis afetam o caixa das empresas até a votação.

Resumo: o primeiro turno de 4 de outubro levou Flávio Bolsonaro e Lula da Silva para um segundo turno em 25 de outubro. Na segunda-feira, o mercado reagiu com bolsa em alta, dólar em queda e juros futuros recuando. Até a votação, câmbio, juros e crédito tendem a oscilar conforme novas pesquisas forem divulgadas — variáveis que afetam diretamente o caixa das empresas.
O que aconteceu
Com a apuração concluída, o TSE confirmou que a disputa pela Presidência será decidida em segundo turno, no domingo, 25 de outubro.
A política monetária também está em um ponto sensível: a Selic está em 13,75% ao ano, depois do corte de 0,25 ponto em setembro, e a próxima reunião do Copom acontece em 3 e 4 de novembro, já com o resultado das urnas conhecido.
Como o mercado reagiu
- Dólar: recuou para perto de R$ 5,10 na manhã de segunda-feira, depois de fechar a semana anterior acima de R$ 5,20.
- Juros futuros: as taxas dos contratos de DI caíram, tanto nas taxas nominais quanto nas reais.
- Bolsa: o Ibovespa abriu em forte alta, puxado por bancos e grandes exportadoras. Nos Estados Unidos, o fundo que replica a bolsa brasileira (EWZ) chegou a subir mais de 10%.
Esse primeiro movimento reflete o resultado do primeiro turno, não o resultado final. Com três semanas de campanha pela frente, novas pesquisas podem provocar oscilações nos dois sentidos.
Variáveis que afetam o caixa até o segundo turno
- Câmbio: em eleições apertadas, o dólar historicamente oscila com a divulgação de pesquisas. Isso afeta empresas com dívidas, importações ou receitas em moeda estrangeira.
- Juros futuros: a curva de DI reage às expectativas sobre a política fiscal do próximo governo, o que se reflete no custo do crédito corporativo.
- Crédito bancário: em períodos de incerteza, é comum os bancos ficarem mais seletivos na concessão e renovação de linhas.
- Ritmo dos negócios: clientes e fornecedores também tendem a adiar decisões, o que pode influenciar prazos de pagamento e recebimento.
- Rentabilidade do caixa: com a Selic em 13,75% ao ano, o custo de oportunidade de recursos sem remuneração segue elevado.
Datas para acompanhar
- Até 25/10: pesquisas de intenção de voto do segundo turno.
- 25/10: segundo turno da eleição presidencial.
- 3 e 4/11: reunião do Copom, a primeira após a definição do novo governo.
Perguntas frequentes
Como o dólar se comportou após o primeiro turno?
Na manhã seguinte à votação, o dólar caiu para perto de R$ 5,10, abaixo do patamar acima de R$ 5,20 registrado na semana anterior. Em eleições apertadas, o câmbio costuma oscilar até a definição do resultado.
O que é hedge cambial?
É o uso de instrumentos financeiros, como contratos futuros, NDFs ou opções, para reduzir o impacto da variação do câmbio sobre pagamentos ou recebimentos em moeda estrangeira. Cada empresa avalia sua necessidade conforme sua exposição e sua política financeira.
A eleição muda a Selic?
A Selic é decidida pelo Copom com base na inflação e nas expectativas. O resultado eleitoral pode influenciar essas expectativas e o câmbio, que entram na decisão. A próxima reunião, em 3 e 4 de novembro, será a primeira após o segundo turno.
Em semanas de mercado volátil, ter a posição de todos os bancos e CNPJs atualizada ao longo do dia ajuda a tesouraria a acompanhar o cenário. É isso que a Datanomik entrega, conectando os bancos por API e Open Finance.
Dados de mercado referentes à manhã de 5 de outubro de 2026. Conteúdo exclusivamente informativo: não constitui recomendação de investimento, de proteção cambial ou de qualquer decisão financeira. Cada empresa deve avaliar sua situação com seus assessores.



